Teatro Infanto-Juvenil financiado pelo Fundo Garantir Cultura
É uma adaptação teatral que conta a história de dois personagens principais: um rapaz chamado André e uma senhora idosa chamada Jacinta, e de como estes desenvolvem uma amizade improvável.
E se um dia os jardins fossem proibidos? E se fosse também proibido ter plantas em casa? Esta peça fala-nos de uma cidade onde facilmente se encontrava um jardim para brincar, descansar e sonhar. Havia tempo para tudo: para trabalhar, conviver, passear ou até, simplesmente, parar.
Mas, no presente, os jardins foram substituídos por prédios, estradas e centros comerciais, pois é nesses sítios que se fazem coisas úteis para a Economia (dizem que é uma coisa que serve para termos uma vida melhor). E com tantas coisas úteis para fazer, parece que o tempo já não chega para nada.
Felizmente, esta também é a história de como alguém pode escolher parar e olhar, parar e sentir. Alguém que sabe que brincar num jardim, conversar com um amigo, ler um livro à sombra de uma árvore e contemplar o pôr-do-sol fazem parte da lista das coisas mais úteis que existem: aquelas que não enchemos bolsos de dinheiro, mas que enchem a vida de cor e sentido.
A missão?
A consciencialização de jovens e famílias da importância dos espaços verdes e da natureza em redor para o nosso bem-estar quotidiano e para a qualidade da nossa saúde mental e social.
Num universo distópico em que as plantas foram proibidas no espaço público e privado por questões económicas pouco transparentes, estes e outros personagens deparam-se com os efeitos de uma sociedade cada vez mais mecanizada para o lucro e para o consumismo. Um contexto em que as relações humanas se deterioram na mesma proporção que se deteriora a relação do ser humano com o mundo natural e com a sua própria necessidade de um tempo sem hora marcada, o tempo para o outro e para si mesmo.
Para além dos dois protagonistas, esta peça é habitada por mais 8 personagens: o pai do André, a mãe do André, uma vizinha queixosa, um vizinho pseudo-intelectual, o político, a jornalista e dois narradores.
O espaço cénico é um elemento com uma importância fulcral no desenrolar deste espectáculo, pois é a sua constante metamorfose fundida com a ação que transporta o público pelos vários espaços simbólicos deste universo. Pela mão dos dois atores, os elementos cénicos vão sendo manipulados e movimentados de forma deliberada e coreografada, em função da dramaturgia escolhida.
Alternando entre o papel de narradores, construtores de cenário e personagens integrados na trama, os dois atores assumem-se como veículos da multiplicidade e tridimensionalidade das situações encenadas, essenciais à imersão que se pretende proporcionar ao público.
Uma história não pode ser apenas bem escrita. Tem de ser bonita e ter uma mensagem que traga ao leitor algo de novo ou algo que já foi esquecido. O tempo de parar e olhar para o pôr do sol, o tempo de brincar com a família no parque enquanto olhamos para a forma das nuvens são apenas alguns exemplos de como nos deixámos de conectar ao mundo natural. Sentindo esta necessidade de parar a vida stressante das cidades e da correria casa-trabalho-casa, resolvemos desafiar o público a parar verdadeiramente e a deixar-se envolver pelos sons e pelas imagens que vê no palco à sua frente. Nunca fazemos qualquer juízo de valor, apenas relembramos que existem sensações dentro de cada um de nós que, na maioria das vezes, já não nos lembramos que nos pertenciam.
Para todas as pessoas a partir dos 3 anos de idade.
O entusiasmo do público mais jovem e a felicidade dos pais na saída fazem-nos acreditar que estamos no caminho certo para reconectar os espectadores com algo de que há muito tempo se afastaram.
O entusiasmo do público mais jovem e a felicidade dos pais na saída fazem-nos acreditar que estamos no caminho certo para reconectar os espectadores com algo de que há muito tempo se afastaram.
Os projetos fazem-se graças aos seus parceiros - associações, empresas e outras entidades que se juntam para fazer das nossas ruas, e do nosso planeta, um lugar mais feliz.
República Portuguesa - Garantir Cultura, Papelaria Vogal
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